PTEN

rtm-logo__1_

Compartilhe

Entenda as resoluções BCB nº 519, 520 e 521 e os impactos para as SPSAVs
PorRTM

A consolidação dos ativos virtuais como parte das operações financeiras exigiu uma resposta regulatória mais estruturada no Brasil. O crescimento das transações, a entrada de novos modelos de negócio e a ampliação do uso de criptoativos em operações locais e internacionais tornaram insuficientes abordagens regulatórias genéricas.

Nesse contexto, o Banco Central publicou as Resoluções BCB nº 519, 520 e 521, que passam a definir critérios formais para autorização, funcionamento e integração das SPSAVs ao sistema financeiro e cambial.

As normas delimitam responsabilidades, estabelecem padrões operacionais e inauguram um novo estágio de supervisão sobre o setor. Entenda mais neste artigo!

Resolução BCB nº 519: autorização e estrutura das SPSAVs

A Resolução BCB nº 519 marca o início da atuação direta do Banco Central na autorização e supervisão das Sociedades Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais.

A norma estabelece as condições mínimas para funcionamento dessas instituições no Brasil, alinhando o mercado de ativos virtuais às regras já aplicadas a outros participantes do Sistema Financeiro Nacional. O texto regulamenta dispositivos da Lei nº 14.478 e define os parâmetros institucionais para entrada, permanência e fiscalização do setor.

Objetivo da norma

A resolução define os critérios para concessão de autorização às Sociedades Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais.

O Banco Central passa a avaliar previamente a estrutura, a capacidade operacional e a governança das empresas antes do início das atividades. O objetivo é assegurar que as SPSAVs operem de forma organizada, transparente e compatível com padrões regulatórios estabelecidos.

Quem é impactado

São impactadas exchanges, corretoras e demais empresas que prestam serviços com ativos virtuais no Brasil. A norma alcança tanto instituições já em operação quanto novos entrantes no mercado. Todas passam a depender de autorização formal do Banco Central para exercer suas atividades de forma regular.

O que muda

A Resolução BCB nº 519 institui exigências relacionadas à governança corporativa, controles internos e gestão de riscos. As SPSAVs devem comprovar estrutura tecnológica adequada, políticas internas formalizadas e capacidade financeira compatível com o porte das operações. 

O cumprimento desses requisitos vira uma condição obrigatória para atuação contínua no mercado regulado.

Quando entra em vigor

A norma entrou em vigor no dia 2 de fevereiro de 2026. O Banco Central estabelece um período de transição para que as instituições se adequem às novas exigências. Durante o prazo, as empresas devem estruturar processos internos e submeter o pedido de autorização conforme os procedimentos definidos pelo regulador.

Resolução BCB nº 520: regras de atuação e governança das SPSAVs

Enquanto a Resolução BCB nº 519 trata do ingresso das empresas no mercado regulado, a Resolução nº 520 constitui sobre a forma como as Sociedades Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais devem operar no dia a dia.

O texto detalha responsabilidades, modelos de atuação e obrigações de governança, criando parâmetros claros para o funcionamento das SPSAVs sob supervisão do Banco Central. A norma também reforça a integração do setor de ativos virtuais às práticas já adotadas no sistema financeiro.

Objetivo da norma

A Resolução BCB nº 520 define regras de atuação para as SPSAVs, organizando os diferentes tipos de serviços prestados.

O Banco Central estabelece critérios de classificação operacional e diretrizes de governança aplicáveis a cada modalidade. O objetivo é delimitar responsabilidades, reduzir riscos operacionais e dar maior previsibilidade à supervisão do setor.

Quem é impactado

A norma alcança instituições que já atuam com ativos virtuais e aquelas que pretendem se registrar como SPSAVs. O impacto se estende a fintechs, plataformas digitais e bancos que ofereçam serviços relacionados a criptoativos. Todas passam a ter sua atuação enquadrada em categorias específicas definidas pelo regulador.

O que muda

A resolução cria categorias operacionais, como custódia, intermediação e corretagem de ativos virtuais. Cada modalidade passa a ter obrigações específicas, incluindo a segregação patrimonial entre os recursos dos clientes e os da própria instituição.

Além da organização operacional, o texto estabelece deveres formais relacionados à prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo (PLD/FT). As SPSAVs passam a ser obrigadas a manter políticas, controles internos e processos de auditoria proporcionais ao risco das atividades exercidas.

Quando entra em vigor

A Resolução BCB nº 520 também entrou em vigor no dia 2 de fevereiro de 2026. O Banco Central estabelece um prazo de 270 dias para que as instituições realizem ajustes operacionais. Nesse período, as SPSAVs devem adequar estruturas, revisar políticas internas e encaminhar a documentação exigida ao Bacen.

Resolução BCB nº 521: ativos virtuais e operações de câmbio

A Resolução BCB nº 521 trata da relação entre ativos virtuais e o mercado de câmbio brasileiro. O Banco Central passa a enquadrar determinadas operações com criptoativos dentro das regras cambiais já existentes.

O foco da norma está na transparência das transações, na rastreabilidade dos fluxos financeiros e no fortalecimento dos mecanismos de supervisão. Com isso, operações internacionais com ativos virtuais passam a ter tratamento regulatório mais definido.

Objetivo da norma

A norma integra operações com criptoativos ao arcabouço regulatório do câmbio. O Banco Central estabelece parâmetros para identificação, registro e reporte dessas transações. O objetivo é ampliar a visibilidade sobre fluxos internacionais que utilizem ativos virtuais. A medida busca reduzir assimetrias regulatórias entre operações tradicionais e digitais.

Quem é impactado

São impactadas as Sociedades Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais que realizam operações com o exterior. A regra também alcança instituições envolvidas em transferências internacionais, pagamentos em stablecoins ou estruturas com natureza cambial.

Bancos, fintechs e plataformas que intermediam esse tipo de operação entram no escopo da supervisão. O enquadramento depende da caracterização cambial da transação.

O que muda

Transações com ativos virtuais que envolvam câmbio passam a observar as normas cambiais brasileiras. As instituições devem identificar as partes envolvidas e registrar as operações conforme exigências do Banco Central.

O reporte passa a ser obrigatório nos casos previstos pela regulamentação. A mudança aproxima o tratamento regulatório dos criptoativos ao aplicado em operações financeiras tradicionais.

Quando entra em vigor

Assim como as outras resoluções, a BCB nº 521 entrou em vigor em 2 de fevereiro de 2026. O Banco Central definiu um prazo adicional para o início da obrigação de reporte. O envio das informações sobre operações cambiais com ativos virtuais será exigido a partir de 4 de maio de 2026. Esse intervalo permite ajustes operacionais e adaptação dos sistemas das instituições.

Impactos principais mudanças para as SPSAVs

O conjunto das Resoluções BCB nº 519, 520 e 521 altera de forma estrutural a atuação das Sociedades Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais no Brasil. As normas deixam de tratar apenas de conceitos e passam a estabelecer obrigações operacionais concretas.

O resultado é um novo patamar regulatório, que aproxima o setor cripto das exigências já consolidadas no Sistema Financeiro Nacional. Para as SPSAVs, isso se traduz em mudanças diretas na forma de operar, estruturar e reportar suas atividades.

Autorização obrigatória de operação

A atuação no mercado de ativos virtuais passa a depender de autorização formal do Banco Central. Empresas que operem sem esse aval ficam sujeitas a sanções e ao encerramento das atividades. O processo de autorização é requisito permanente para entrada e continuidade no mercado regulado.

Reforço em governança e compliance

As SPSAVs passam a adotar práticas de governança semelhantes às exigidas de instituições financeiras. Políticas internas, gestão de riscos, controles operacionais e auditoria ganham papel central. O cumprimento dessas obrigações passa a ser monitorado de forma contínua pelo regulador.

Alinhamento ao Sistema Financeiro Nacional

As normas reduzem a distância regulatória entre o mercado cripto e o sistema financeiro tradicional. A atuação das SPSAVs passa a seguir princípios já aplicados a bancos e demais instituições reguladas. Esse alinhamento contribui para maior previsibilidade, integridade operacional e confiança nas operações digitais.

Exigência de capital mínimo e estrutura técnica

A sustentabilidade financeira e a capacidade tecnológica deixam de ser aspectos declaratórios. As empresas devem demonstrar capital compatível com o porte das operações e infraestrutura técnica adequada. A exigência busca mitigar riscos operacionais e garantir continuidade dos serviços prestados.

Novas obrigações de reporte e integração internacional

As SPSAVs passam a ter responsabilidades ampliadas no reporte de operações, especialmente nas transações com o exterior. Informações sobre câmbio, liquidação e movimentação de ativos virtuais devem ser registradas e comunicadas ao Banco Central. A medida amplia a rastreabilidade e fortalece a supervisão sobre fluxos internacionais.

Como a RTM apoia a adequação das instituições

O novo ambiente regulatório exige que as SPSAVs operem com infraestrutura estável, processos rastreáveis e capacidade contínua de conformidade.

A adequação não se limita ao atendimento formal das resoluções, mas envolve integração técnica com o Sistema Financeiro Nacional, segurança da informação e governança operacional. Nesse contexto, a RTM atua como parceira tecnológica para suportar as exigências estabelecidas pelo Banco Central:

  • Conectividade segura e infraestrutura regulatória: para cumprir exigências regulatórias, é necessário operar sobre uma base de conectividade confiável. A RTM mantém infraestrutura de rede integrada ao Sistema Financeiro Nacional, permitindo comunicações seguras e estáveis entre sistemas críticos.
  • Gerenciamento e licenciamento de softwares IBM de mensageria: soluções como IBM MQ e IBM Connect:Direct fazem parte do dia a dia de operações reguladas. O suporte especializado e o licenciamento adequado garantem continuidade, padronização e segurança na transmissão de dados sensíveis.
  • Automação de fluxos e compliance operacional: processos regulatórios recorrentes exigem consistência. A automação dos fluxos de envio de arquivos e reportes reduz intervenções manuais, melhora o controle operacional e ajuda a manter a conformidade ao longo do tempo.
  • Monitoramento e suporte especializado: a estabilidade dos ambientes precisa ser acompanhada de forma permanente. O monitoramento contínuo e o suporte técnico dedicado permitem resposta rápida a incidentes e preservam a disponibilidade das integrações.
  • Estrutura de governança e documentação técnica: além da operação, a supervisão regulatória exige evidências e organização. O apoio à estruturação de políticas internas, registros técnicos e frameworks de controle facilita auditorias e processos de certificação junto ao Bacen.

As Resoluções BCB nº 519, 520 e 521 estabelecem um novo enquadramento para a atuação das SPSAVs no Brasil. A operação com ativos virtuais passa a exigir não apenas conformidade normativa, mas também infraestrutura estável, integração com ambientes regulados e capacidade contínua de controle operacional.

À medida que essas exigências se tornam parte da rotina, escolhas técnicas passam a ter impacto direto sobre a segurança, a previsibilidade e a sustentabilidade da operação.

Fale com um especialista e conheça o portfólio de serviços da RTM!

Deixe seu comentário

Prometemos não utilizar suas informações de contato para enviar qualquer tipo de SPAM.

Newsletter

Cadastre-se e receba todos os nossos conteúdos por e-mail, em primeira-mão.

Ao informar meus dados, estou ciente das diretrizes da Política de Privacidade.

Veja outras notícias relacionadas

novas-regulamentacoes-do-pix
MED no Pix: como funciona e por que sua empresa precisa estar preparada?
foto lateral da fachada do Banco Central do Brasil com grafismos RTM
Bacen indica uso de HSM para certificados do Pix
Mulher negra sorri enquanto utiliza o celular para realizar um pagamento em uma maquininha. À sua frente, na mesa, há uma xícara de café azul.
Nova feature permite maior visibilidade sobre taxas em pagamentos com cartão