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O guia completo de cibersegurança para instituições financeiras
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Com a evolução contínua das ameaças cibernéticas, a proteção dos ativos digitais e a garantia da privacidade dos dados dos clientes tornaram-se uma prioridade crítica.

A  cibersegurança para instituições financeiras, de maneira geral, refere-se às práticas, medidas e tecnologias empregadas para proteger sistemas de computadores, redes e dados contra ataques cibernéticos maliciosos nesse setor.

Esses ataques podem incluir, entre outros, roubo de dados confidenciais, fraude eletrônica, ataques de negação de serviço (DDoS) e invasões de sistemas.

A escala e a sofisticação dos ciberataques aumentaram exponencialmente nos últimos anos, afetando organizações de todos os tamanhos e setores.

Instituições financeiras, em particular, tornaram-se alvos preferenciais para os cibercriminosos devido à quantidade significativa de informações financeiras e dados pessoais confidenciais que possuem.

De acordo com o relatório do FortiGuard Labs, área de inteligência e análise de ameaças da Fortinet, o Brasil foi o país com maior número de tentativas de ataque cibernético na América Latina no primeiro semestre de 2023. De janeiro a julho foram 23 bilhões de tentativas registradas.

Então, como entender a cibersegurança para instituições financeiras? É o que vamos ver a seguir!

Quais são os principais riscos à segurança de dados de instituições financeiras?

As instituições financeiras enfrentam uma variedade de riscos à segurança de dados, decorrentes de ameaças cibernéticas cada vez mais sofisticadas.

É crucial compreender esses riscos para implementar estratégias eficazes de cibersegurança.

A seguir, discutiremos alguns dos principais riscos e tipos de ataques aos quais as instituições financeiras estão expostas:

  • Roubo de dados confidenciais: Esse é um dos riscos mais críticos enfrentados pelas instituições financeiras. Os criminosos cibernéticos visam obter informações sensíveis, como dados bancários, números de cartões de crédito, senhas e informações pessoais dos clientes. O roubo desses dados pode levar a fraudes financeiras, roubo de identidade e danos significativos à reputação da instituição financeira;
  • Phishing e engenharia social: ataques de phishing envolvem o uso de e-mails, mensagens instantâneas ou sites falsos que se passam por entidades legítimas para enganar os usuários e obter informações confidenciais. A engenharia social também é utilizada pelos cibercriminosos para manipular os funcionários das instituições financeiras a fornecer informações valiosas ou conceder acesso não autorizado aos sistemas;
  • Malware e ransomware: o malware é um software malicioso projetado para danificar, controlar ou obter acesso não autorizado aos sistemas. O ransomware é um tipo específico de malware que criptografa os arquivos da vítima e exige um resgate em troca da chave de descriptografia. Ambos representam sérios riscos para as instituições financeiras, pois podem levar à interrupção dos serviços, perda de dados e prejuízos financeiros significativos;
  • Ataques de negação de serviço (DDoS): nesses ataques, os criminosos sobrecarregam os servidores e redes das instituições financeiras com um volume massivo de tráfego, tornando os serviços indisponíveis para os usuários legítimos. Os ataques DDoS podem causar interrupções operacionais, perda de negócios e danos à reputação da instituição financeira;
  • Vazamentos internos de dados: infelizmente, as ameaças também podem surgir internamente. Colaboradores mal-intencionados ou negligentes podem acessar, copiar ou vazar dados confidenciais das instituições financeiras. É crucial implementar medidas de segurança robustas para proteger contra vazamentos internos, além de educar e conscientizar os funcionários sobre a importância da segurança da informação;
  • Vazamentos de dados causados pelo uso de IA Generativa: o uso de programas de inteligência artificial generativa, como o ChatGPT, cria o risco de vazamentos não intencionais de dados da instituição. Isso porque esses aplicativos podem armazenar informações capturadas com os usuários e usar dados para treinar outros modelos, comprometendo seriamente a confidencialidade. Por isso, é importante conscientizar os colaboradores sobre os riscos de uso desse modelo.
  • Ataques de injeção de código: esses ataques exploram vulnerabilidades nos aplicativos e sistemas das instituições financeiras para inserir código malicioso. Os criminosos podem executar comandos não autorizados, obter acesso a dados sensíveis ou comprometer a integridade dos sistemas.

É importante ressaltar que esses são apenas alguns exemplos dos principais riscos à segurança de dados enfrentados dentro dessa guerra cibernética.

A natureza e a sofisticação das ameaças estão em constante evolução e, por isso, exigem uma abordagem de segurança abrangente e atualizada para proteger os ativos digitais e os dados confidenciais das instituições financeiras.

Gestão de vulnerabilidades e cibersegurança no mercado financeiro: como se relacionam? 

Por que investir em cibersegurança é tão essencial para o setor financeiro?

No setor financeiro, investir em cibersegurança para instituições financeiras é apenas uma escolha, mas uma necessidade absoluta.

As instituições financeiras lidam com uma quantidade enorme de informações confidenciais, como detalhes bancários, históricos de transações e dados pessoais dos clientes.

Investir em cibersegurança é fundamental para garantir a proteção desses ativos digitais e prevenir o acesso não autorizado, o roubo de dados e o comprometimento da privacidade dos clientes.

Além disso, um ataque cibernético bem-sucedido pode resultar em perdas financeiras significativas.

E a recuperação após um incidente de segurança pode ser extremamente custosa — do ponto de vista financeira, por exemplo, empresas perdem 7,5% no valor de mercado após sofrerem ciberataques, segundo pesquisa publicada pela Harvard Business Review.

Ao investir em medidas de segurança proativas, as instituições financeiras podem reduzir o risco de violações de segurança e minimizar os custos associados à reparação de danos e à restauração dos serviços.

A reputação de uma instituição financeira também é um ativo valioso. Uma violação de segurança pode abalar a confiança dos clientes e levar a danos irreparáveis ​​à reputação da organização.

Ou seja, mais uma vez, investir em cibersegurança demonstra o compromisso da instituição em proteger os interesses de seus clientes, transmitindo confiança e reforçando a reputação no mercado.

No setor financeiro, a conformidade com regulamentações também é obrigatória e está sujeita a normas rigorosas, como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e a Lei Gramm-Leach-Bliley (GLBA).

Há também normas reguladoras do próprio setor, como Resolução BACEN CMN Nº 4.893. Essa é uma forma de garantir que as instituições financeiras estejam em conformidade com essas leis e regulamentações, evitando penalidades e sanções legais.

Como proteger sua instituição de ciberataques?

Para entregar cibersegurança para instituições financeiras e evitar ciberataques, é essencial adotar várias ferramentas e práticas de segurança. Aqui estão algumas delas:

  • SD-WAN: uma solução de rede definida por software que oferece alta performance, segurança avançada e baixo custo, permitindo uma conectividade confiável e protegida entre as diversas filiais e locais da instituição financeira;
  • Hardware Security Module (HSM) as a service: um módulo de segurança em hardware que oferece armazenamento seguro e gerenciamento de chaves criptográficas, ajudando a proteger as transações e os dados sensíveis da instituição financeira;
  • Simuladores eficazes com pentest: a realização de testes de penetração (pentest) em ambientes controlados e simulados permite identificar vulnerabilidades e pontos fracos nos sistemas, proporcionando uma visão abrangente da postura de segurança e permitindo a implementação de medidas corretivas;
  • Firewall: uma ferramenta essencial que atua como uma barreira de segurança entre a rede interna e a Internet, controlando o tráfego de entrada e saída e bloqueando ameaças potenciais, como malwares e ataques de hackers;
  • Análise e gestão de vulnerabilidades: a realização regular de análises de vulnerabilidades permite identificar e corrigir falhas de segurança em sistemas, aplicativos e infraestrutura. Uma gestão eficaz de vulnerabilidades garante que as atualizações de segurança sejam implementadas de forma adequada e oportuna.

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Como escolher as ferramentas adequadas para a sua instituição?

Ao escolher as ferramentas adequadas de cibersegurança para instituições financeiras, é importante considerar diversos fatores. A seguir, estão alguns pontos-chave para analisar durante o processo de seleção:

Necessidades específicas da instituição

Cada instituição financeira tem requisitos e desafios únicos em termos de segurança cibernética.

Avalie cuidadosamente quais são suas necessidades específicas, levando em conta o tamanho da organização, o tipo de dados que você lida, os sistemas e aplicativos utilizados, entre outros aspectos.

Isso ajudará a direcionar suas escolhas para as soluções mais adequadas.

Reputação e experiência do fornecedor

Pesquise sobre a reputação e experiência dos fornecedores das ferramentas de segurança que você está considerando.

Verifique se eles possuem um histórico sólido de fornecer soluções confiáveis e eficazes. Leia avaliações de clientes e analise casos de sucesso anteriores para obter insights sobre a qualidade e a confiabilidade das ferramentas.

Recursos e funcionalidades

Analise as características e os recursos das ferramentas de segurança. Certifique-se de que elas atendam às suas necessidades específicas.

Considere aspectos como detecção de ameaças em tempo real, prevenção de intrusões, criptografia de dados, gerenciamento centralizado, relatórios e conformidade com regulamentações.

Integração e interoperabilidade

  • Verifique se as ferramentas de segurança são compatíveis e podem se integrar facilmente com sua infraestrutura existente, como sistemas de TI, redes e aplicativos.
  • A interoperabilidade eficiente garantirá uma implementação suave e uma gestão mais eficaz dos recursos de segurança.

Facilidade de uso e gerenciamento

  • Avalie a usabilidade das ferramentas. Elas devem ser intuitivas e de fácil implementação e gerenciamento.
  • Considere a interface do usuário, os recursos de automação, a facilidade de configuração e o suporte oferecido pelo fornecedor.

Suporte e atualizações

Verifique o suporte fornecido pelo provedor das ferramentas de segurança. Certifique-se de que eles oferecem suporte técnico confiável e respostas rápidas em caso de problemas ou dúvidas.

Além disso, verifique a frequência de atualizações e patches de segurança para garantir que as ferramentas estejam atualizadas contra as últimas ameaças.

Cibersegurança para instituições financeiras: conheça as soluções da RTM 

Como a RTM ajuda a garantir a cibersegurança para instituições financeiras?

Para quem atua no setor financeiro e lida com dados críticos diariamente, é essencial contar com um sistema de segurança robusto para identificar riscos e proteger as informações.

A RTM oferece um portfólio de tecnologias bancárias pensando em cibersegurança para instituições financeiras, com o objetivo de mitigar riscos cibernéticos e fornecer relatórios detalhados que atendem aos requisitos de conformidade e auditoria.

A Análise de Vulnerabilidades, por exemplo, identifica brechas de segurança em servidores, estações de trabalho, equipamentos de rede, sites e outros, por meio de varreduras automáticas que detectam portas abertas, aplicações desatualizadas, entre outros.

Ao final, são apresentadas correções e atualizações necessárias para fortalecer a segurança.

Já a Gestão de Vulnerabilidades oferece dashboards com diferentes visões (estratégica, tática e operacional) e gera relatórios executivos e técnicos.

As informações apresentam indicações e referências das vulnerabilidades encontradas, matriz de priorização e orientações para mitigação de riscos, permitindo que sua empresa identifique rapidamente as falhas de segurança a serem corrigidas.

A solução de criptografia garante segurança e autenticação para meios de pagamento, utilizando certificado digital e criptografia via HSM (Hardware Security Module) — tudo isso em uma política cloud first.

Essa solução protege dados críticos, tornando-os indecifráveis para todos, exceto para destinatários autorizados.

Além disso, inclui a guarda segura de chaves, assinatura e verificação de autenticidade de transações, atendendo às necessidades do sistema financeiro.

A contratação é feita como serviço, via nuvem da RTM (com certificação PCI), permitindo ativação rápida e redução de custos, com cobrança por transação.

Outro exemplo é o Pentest, o teste de intrusão, que auxilia sua empresa na identificação de pontos vulneráveis de segurança, com o objetivo de eliminá-los e tornar a infraestrutura tecnológica menos suscetível a ataques.

Essa análise abrange todas as partes da infraestrutura, simulando ações de invasores para entender como a empresa se comporta diante de invasões. No setor financeiro, recomenda-se realizar esse serviço pelo menos uma vez ao ano.

Através dessas soluções, a RTM busca fornecer proteção abrangente para as instituições financeiras, garantindo a segurança de seus dados e cumprindo os requisitos regulatórios específicos do setor. Conheça mais sobre nossos produtos de segurança!

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