PTEN

rtm-logo__1_

Compartilhe

Secure by design: o que é e como aplicar no setor financeiro
PorRTM
Imagem para ilustrar blog post sobre Secure by Design - dados com cadeados fechados ligados e um dado com cadeado aberto se ligando, mas com o fio vermelho como se tivesse sendo interrompido pelo cadeado fio vermelho

A segurança cibernética no setor financeiro nunca foi tão crítica. Com o aumento da digitalização dos serviços bancários, os riscos de ataques cresceram exponencialmente. 

Para se ter uma ideia, houve um aumento de 67% nos ciberataques durante o segundo trimestre de 2024 – somente no Brasil, segundo dados do Research Checkpoint. Fraudes, vazamento de dados e ataques direcionados colocam instituições financeiras em alerta constante.

Nesse cenário, a  Secure by Design surge como um modelo essencial para garantir que a segurança não seja um complemento, mas sim um pilar fundamental na construção de sistemas, produtos e serviços financeiros.

Mas o que significa, na prática, adotar esse conceito? Como bancos, fintechs e corretoras podem aplicar essa estratégia para proteger seus ativos e manter a conformidade regulatória? 

Neste artigo, vamos explorar as vantagens, princípios e um passo a passo para implementar o Secure by Design no setor financeiro.

O que é Secure by Design?

Secure by Design é um conceito de segurança incorporado desde o desenvolvimento de qualquer sistema, software ou infraestrutura digital. 

Ao invés de tratar a segurança como um ajuste posterior, essa abordagem garante que todas as medidas de proteção sejam integradas desde o planejamento até a implementação e manutenção contínua.

No setor financeiro, onde transações e dados sensíveis precisam de máxima proteção, adotar Secure by Design significa reduzir vulnerabilidades antes mesmo que elas se tornem um problema. 

Na prática, isso diz respeito à implementação de arquiteturas seguras, políticas rigorosas de acesso, criptografia robusta e monitoramento contínuo.

O principal objetivo desse modelo é tornar os sistemas menos suscetíveis a falhas humanas e ataques, criando camadas de segurança que dificultam as explorações cibernéticas.

Vantagens do Security by Design para o setor financeiro

No ambiente regulado do setor financeiro, a adoção do Secure by Design oferece inúmeros benefícios:

  • Redução de fraudes e ataques cibernéticos: segurança incorporada impede vulnerabilidades exploradas por criminosos digitais;
  • Melhor conformidade regulatória: atende às normas de segurança do setor, como LGPD, PCI DSS e ISO 27001;
  • Prevenção de perdas financeiras: protege ativos contra vazamentos de dados e fraudes em transações;
  • Confiança dos clientes: fortalece a reputação da instituição ao garantir transparência e segurança nas operações;
  • Maior eficiência operacional: reduz retrabalho e custos com ajustes emergenciais de segurança.

No final das contas, as instituições financeiras ganham um ambiente mais seguro e resiliente, protegendo e também a credibilidade da marca.

Baixe nosso material completo sobre segurança em nuvem no setor bancário e fique por dentro!

Princípios do Security by Design

Para garantir a segurança desde a concepção dos sistemas, o Secure by Design se baseia em uma série de princípios fundamentais. 

Essas diretrizes são essenciais para reduzir vulnerabilidades, fortalecer a proteção contra ameaças cibernéticas e garantir a conformidade com regulamentações do setor financeiro.

Princípio do menor privilégio

Todo usuário ou sistema deve ter apenas as permissões estritamente necessárias para executar suas funções. Esse princípio reduz o impacto de acessos indevidos e minimiza os riscos caso credenciais sejam comprometidas.

Autenticação e autorização fortalecidas

A identidade do usuário precisa ser validada com rigor. O uso de autenticação multifator (MFA), sistemas de identidade digital e políticas de acesso baseadas em risco são essenciais para evitar invasões e acessos não autorizados.

Defesa em camadas (Defense in Depth)

A segurança não pode depender de um único controle. A implementação de múltiplas camadas de proteção – incluindo firewalls, criptografia, segmentação de rede e sistemas de monitoramento – reduz as chances de uma falha comprometer todo o sistema.

Criptografia de ponta a ponta

A proteção de dados sensíveis é um dos pilares do Secure by Design. O uso de criptografia para dados em trânsito e em repouso impede que informações financeiras sejam acessadas sem autorização, mesmo em caso de vazamento.

Arquitetura Zero Trust

Nenhum acesso é confiável por padrão. O Zero Trust exige que cada solicitação de acesso seja constantemente verificada, independentemente de onde o usuário ou dispositivo esteja localizado.

Monitoramento contínuo e resposta rápida

A segurança não termina na implementação. É necessário ter sistemas de detecção de ameaças baseados em inteligência artificial, análise de comportamento e resposta automatizada a incidentes, garantindo uma defesa ativa contra ataques.

Testes e simulações de ataques

A segurança precisa ser testada regularmente. Pentests, simulações de ataques cibernéticos e auditorias de vulnerabilidades ajudam a identificar falhas e aprimorar as estratégias de defesa antes que criminosos as explorem.

Cultura de segurança e treinamento contínuo

A segurança cibernética depende de pessoas tanto quanto de tecnologias. Treinar funcionários, criar políticas de segurança claras e promover uma cultura organizacional voltada para boas práticas são fundamentais para reduzir riscos.

Como aplicar o conceito de Secure by Design no setor financeiro?

A implementação do Secure by Design no setor financeiro começa com um mapeamento de riscos e identificação de vulnerabilidades, analisando falhas no sistema e antecipando ameaças com o uso de inteligência artificial

A partir disso, a instituição pode adotar uma arquitetura segura, baseada no modelo Zero Trust, criptografia avançada e segmentação de rede para limitar acessos não autorizados.

O monitoramento contínuo é outro ponto-chave, permitindo a detecção de atividades suspeitas em tempo real. A criação de um Security Operations Center (SOC) fortalece essa abordagem, garantindo respostas rápidas a incidentes. 

Além disso, a automação de segurança reduz o impacto de ataques ao bloquear acessos não autorizados de forma imediata.

A realização de testes periódicos e auditorias garante que a infraestrutura continue protegida e alinhada às regulamentações, como LGPD e PCI DSS. Aliado a tudo isso, a capacitação da equipe e a criação de uma cultura de segurança são fundamentais para evitar erros humanos e fortalecer a proteção da instituição.

Adotar o Secure by Design desde a concepção dos sistemas garante mais resiliência, conformidade regulatória e confiança no setor financeiro. 
Saiba mais sobre operações seguras: clique aqui para baixar o e-book gratuito sobre Blockchain as a Service para instituições financeiras!

Deixe seu comentário

Prometemos não utilizar suas informações de contato para enviar qualquer tipo de SPAM.

Newsletter

Cadastre-se e receba todos os nossos conteúdos por e-mail, em primeira-mão.

Prometemos não utilizar suas informações de contato para enviar qualquer tipo de SPAM.

Veja outras notícias relacionadas

Imagem para ilustrar blog post sobre Secure by Design - dados com cadeados fechados ligados e um dado com cadeado aberto se ligando, mas com o fio vermelho como se tivesse sendo interrompido pelo cadeado fio vermelho
Secure by design: o que é e como aplicar no setor financeiro
noticia-comunicacao-de-eventos-societarios-e-automatizada-com-hub-fundos
Comunicação de eventos societários é automatizada com Hub Fundos 
Um homem aponta para a tela de um computador enquanto outro observa de trás.
Hub Fundos oferece flexibilidade na origem da portabilidade