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Privacy by design: entenda o conceito e sua importância no Open Finance
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Imagem ilustrativa para artigo sobre Privacy by Design

O avanço da digitalização e compartilhamento da informação bancária ao longo dos anos tem levantado pontos importantes sobre o open finance.

É por isso que o privacy by design (PbD) tem se mostrado como um elemento central diante da competitividade no mercado financeiro, principalmente em relação ao sistema bancário nacional, que vem se modernizando.

Estamos falando de um conceito estratégico para garantir segurança e conter danos e que tem uma forte relação com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) no ecossistema das finanças.

Mas como as instituições financeiras podem se preparar diante dessas mudanças que têm forte relação com o open finance? Nos próximos tópicos, falaremos sobre isso.

Continue lendo se quiser saber o que é PbD, qual sua relação com LGPD e o impacto disso no universo dos dados bancários!

Leia também: Gestão de vulnerabilidades e cibersegurança no mercado financeiro!

O que é privacy by design?

Embora não seja um termo popular, o privacy by design não é um termo totalmente novo. Ele foi criado pela canadense Ann Cavoukian nos anos 90, tinha uma visão antecipada sobre o avanço da tecnologia e a coleta de dados. Mas o que ele significa?

O PbD consiste em considerar os diversos aspectos de segurança de dados no design de produtos digitais e tecnológicos. Sua ideia é que toda a segurança relacionada ao processamento de dados de uma empresa, da coleta ao descarte, precisa, desde o início, ser um elemento (ou item) relevante da política de gestão de processos internos e de desenvolvimento de produtos da organização.

Essa é uma visão diferente do modelo tradicional de gestão de dados. Logo, além de servir como norte ético, foca na proteção da privacidade em todas as etapas do processo.

Isso significa que, nessa metodologia:

  • em vez de reatividade, a abordagem das empresas precisa ser proativa;
  • serviços e produtos devem proteger os dados pessoais de titulares;
  • a proteção vem antes de qualquer implementação, pois é incorporado ao projeto;
  • no lugar da indiscriminação, cada dado coletado deve ter um propósito claro no contexto do processo.

Privacy by design e LGPD

Não dá para falar de privacy by design sem falar da Lei Geral de Proteção aos Dados. Isso acontece porque a LGPD também se baseia na General Data Protection Regulation (GDPR), que também prevê o PbD.

A LGPD nada mais é do que a legislação sobre o tratamento de dados pessoais, tendo o propósito de proteger os direitos fundamentais de liberdade e de privacidade.

Esse é um tema também fortemente relacionado a, além da segurança, com a nuvem — onde esses dados se encontram.

Embora não seja citado de forma nominal, esse termo, inclusive, se aproxima bastante do artigo 46 da legislação:

“Os agentes de tratamento devem adotar medidas de segurança, técnicas e administrativas aptas a proteger os dados pessoais de acessos não autorizados e de situações acidentais ou ilícitas de destruição, perda, alteração, comunicação ou qualquer forma de tratamento inadequado ou ilícito.”

Basicamente, estamos falando que a adoção do privacy by design envolve proteção dos dados, o que também é uma preocupação ativa desta lei nacional.

Quer entender o que é cloud native e qual é a relação do mercado financeiro com isso? Leia nosso artigo!

Como privacy by design impacta no open finance?

Mas, finalmente, onde o mercado financeiro entra nisso? E mais especificamente, como isso impacta o open finance? Em tudo.

Chamado também de “sistema financeiro aberto regulado”, essa solução é regulada tanto pelo Banco Central (BC) como pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Quando falamos de open finance, estamos nos referindo à ideia de que pessoas físicas e jurídicas possam compartilhar, de maneira voluntária, o histórico e os dados financeiros com instituições.

Ao se combinar com atributos de segurança de projeto, o privacy by design se apresenta como uma grande oportunidade de segurança no sistema financeiro aberto.

Ele permite que o dono do dado financeiro consiga ter não só uma percepção mais transparente, mas que consiga ter uma gestão completa de todas as informações compartilhadas entre as instituições bancárias.

Isso acontece porque há um projeto, desde o início, focado nisso. Logo, empresas precisam criar parcerias focadas na segurança de dados e cloud — e, assim, PbD, para que possam oferecer a melhor experiência a seus clientes.

Assim, dá para se beneficiar soluções financeiras com o mínimo possível de armazenagem de dados pessoais — sempre focando no que realmente é necessário, pois essa é a base dessa metodologia.

Diante do contexto de segurança, entender também sobre data center é importante para que empresas da área possam fazer boas escolhas. Leia nosso artigo e aprenda a escolher o melhor centro de dados para negócios financeiros!

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