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O 5G vai revolucionar o sistema bancário?
PorRTM
Uma mão segura um celular no qual o símbolo 5G está saindo da tela em um efeito 3D. No canto esquerdo, há a frase: "A tecnologia que vai acelerar a evolução de serviços financeiros".

Quando pensamos em inovações digitais como inteligência artificial, internet das coisas, realidade aumentada, entre outras, muitas vezes ignoramos os desafios estruturais para a execução desses projetos. Um deles, básico, tem a ver com a qualidade da conectividade com a internet, condição que pode minar ou alavancar iniciativas desde o começo. Isso até o surgimento do 5G, tecnologia que promete latência de um milissegundo e velocidade de tráfego de dados na rede 20 vezes maior que o atual, com menores custos operacionais, alta estabilidade e capacidade de processamento.

Trata-se, segundo dado levantado pela consultoria OMDIA junto com a Nokia, e citado pela noomis, de um potencial de R$ 5,5 trilhões em negócios nos próximos 15 anos para o Brasil, o que significa aumento de 1 ponto percentual no PIB do país.

Logo, o otimismo em relação à revolução oportunizada pela tecnologia 5G é grande e justificado: segundo pesquisa da Cisco, quatro a cada cinco decisores da área de TI acreditam que o 5G terá um impacto significativo para sua organização. A mesma pesquisa mostra que 6% de todas as conexões móveis do Brasil serão, até 2023, via 5G.

Mas, se está claro que a tecnologia vai revolucionar o que se entende por conectividade via rede móvel e até Wi-Fi, de que maneira o 5G vai revolucionar o sistema bancário, se é que vai? E em que sentidos? Confira neste artigo!

O 5G interessa ao sistema bancário?

Puxada tanto pela agenda do Bacen quanto pelo comportamento do consumidor, assistimos não apenas a uma progressiva evolução na direção de serviços digitais nos bancos e o florescimento das fintechs, mas à adesão maciça dos clientes. Se antes as operações eram físicas, estamos falando agora de operações desmaterializadas, ou melhor, que se transformaram em fluxos de dados.

Sabemos que esse caminho é sem volta. Teremos fluxos de dados cada vez mais robustos e democratizados, e o futuro dos bancos será altamente competitivo, decidido pelas experiências que eles poderão proporcionar a seus clientes. Velocidade, confiabilidade e segurança da conexão estarão diretamente relacionados a esse objetivo.

Como citamos acima, no que respeita à infraestrutura, a conectividade ainda é um dos maiores desafios da continuidade dessa agenda, sobretudo quando se trata de desdobramentos mais imediatos do PIX e do open banking.

Por isso, o leilão do 5G interessa tanto ao sistema bancário: no presente – no sentido de melhorar experiências que já estão em curso, como o mobile banking – e no futuro – no sentido de criar experiências completamente novas por meio do 5G, como as de uma agência phygital. Vejamos cada uma dessas possibilidades separadamente.

Como o 5G vai acelerar a evolução de serviços financeiros

Em primeiro lugar, o 5G vai acelerar a trajetória de evolução do sistema bancário, que já está em curso. Isso significa que a tecnologia vai dar um upgrade em serviços já disponíveis e possíveis na rede 4G, mas cuja performance será levada a outro nível com o 5G.

Nesse escopo, estão incluídas todas as possibilidades que caem sob uma experiência digital mais rica: melhora de apps e de sites, consolidação de operações de rotina do mobile banking, dentro da perspectiva de um banco rápido, fácil de usar, seguro e sem toque.

Aqui, podemos pensar na consolidação do PIX e da plataforma open banking, na transformação de simples chatbots por meio de machine learning, em um uso mais amplo da autenticação por biometria multimodal, comunicação por vídeo e no uso seamless de streaming de vídeos.

Na parte de infraestrutura, será possível criar apps muito mais leves e responsivos, com menos dados rodando no dispositivo do usuário e mais na cloud, sem prejuízos oriundos da latência e da transmissão dos dados a longas distâncias.

Mas se essa é uma agenda evolutiva, qual será a agenda revolucionária? O que se sonhava ou imaginava, que não era possível sem o 5G, se tornará possível?

Inovações com 5G que vão revolucionar o sistema bancário

Para além da consolidação e evolução dos serviços bancários que já existem, o 5G abre um horizonte em direção a aplicações tecnológicas mais complexas, que exigem níveis de processamento ou de segurança mais altos, tanto pelo tipo de dados que envolvem quanto pelo volume de dados que analisam em tempo real.

São aquelas inovações imaginadas, mas deixadas de lado porque a tecnologia das redes existentes jamais as suportaria.

Nesse sentido, as inovações que vão revolucionar o sistema bancário envolvem caixas remotos, robôs de atendimento ao cliente, recomendações de serviços e produtos contextualizadas e serviços próprios de uma experiência phygital, baseada em dispositivos e sensores interconectados.

5G: uma revolução anunciada no sistema bancário

Há várias forças atuando no sistema bancário, forçando-o a se movimentar. A tecnologia, e em particular o 5G, é certamente fundamental para responder a grande parte delas, e seus resultados têm alterado profundamente a natureza dos serviços prestados por instituições financeiras.

Mas a revolução que o 5G fará no segmento não será sentida imediatamente, e sim durante os próximos anos, junto com o movimento que tornará essa tecnologia mainstream e separará o que é real do que é hype.

Portanto, apesar de não ser uma agenda urgente, o olhar de lideranças das áreas de tecnologia e de negócios para oportunidades que o 5G oferece para criar a experiência certa para os seus clientes e, então, para a construção de uma estratégia baseada no 5G deve ser lançado agora.


Quer saber mais? Escute o episódio sobre 5G do ConectaCast!

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