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Blockchain no mercado financeiro: 5 inovações e tendências para o setor
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Blockchain no mercado financeiro: 5 inovações e tendências para o setor

Se antes era tendência, agora o blockchain no mercado financeiro é prática comum. Essa é uma tecnologia de registro distribuído e descentralizado que tem revolucionado a maneira como as transações financeiras são conduzidas. 

Ele é essencialmente um sistema de contabilidade digital, imutável e transparente, no qual as transações são registradas em blocos interligados e distribuídos em uma rede de computadores. 

Embora seja muito associado às criptomoedas, essa inovação tem se mostrado extremamente versátil.

No setor financeiro, ele tem sido aplicado em sistemas de pagamentos internacionais, remessas, contratos inteligentes, financiamento coletivo (crowdfunding) e até mesmo na emissão de títulos financeiros digitais.

Espera-se que a aplicação no setor financeiro se desenvolva ainda mais nos próximos anos, atingindo um tamanho de mercado de aproximadamente 22,5 bilhões dólares americanos em 2026, segundo projeções do Statista.

Um exemplo notável de benefícios dessa tecnologia é a agilidade e a transparência nos processos de liquidação de transações financeiras. 

Tradicionalmente, o processo de liquidação envolve uma série de intermediários e etapas demoradas. Com ele, as transações podem ser liquidadas de forma quase instantânea, eliminando a necessidade de reconciliação complexa entre as partes envolvidas.

Para entender mais sobre o tema, continue lendo!

Inovações trazidas pelo blockchain para o setor financeiro 

Por muito tempo o blockchain no mercado financeiro foi frequentemente associado às criptomoedas. No entanto, essa tecnologia bancária está abrindo portas para inúmeras inovações nos processos financeiros. 

O potencial dessa inovação vai além das transações monetárias, proporcionando benefícios significativos em termos de segurança, eficiência e transparência. 

A seguir, exploraremos algumas dessas inovações.

Segurança dos dados

Uma das características mais marcantes do blockchain é a segurança dos dados. Por meio da criptografia avançada e da descentralização, ele torna extremamente difícil a alteração ou violação dos registros. 

Isso significa que as informações financeiras são protegidas de forma robusta, reduzindo riscos de fraudes, ataques, manipulações e vulnerabilidades.

Além disso, como cada transação é registrada em uma cadeia de blocos interligados, é possível rastrear e verificar sua autenticidade, garantindo a integridade das operações.

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Acompanhamento de pagamentos e transações financeiras

Também é possível acompanhar e auditar de forma transparente cada etapa das transações financeiras. 

Como benefícios, as instituições ganham mais transparência e visibilidade nas transações, menos erros e discrepâncias nos registros financeiros e, ainda, mais agilidade e eficiência no processamento de pagamentos.

Isso acontece porque os registros imutáveis armazenados nos blocos permitem que todas as partes envolvidas verifiquem as transações de forma precisa, eliminando a necessidade de reconciliação entre sistemas e intermediários. 

Implementação de smart contract 

Os smart contracts são programas autônomos baseados em blockchain, que permitem a execução automática de acordos e contratos digitais. 

O uso de smart contracts  permite eliminar a necessidade de intermediários e reduzir custos em processos como negociações, transferências de propriedade, acordos de empréstimos e muito mais.

Esses contratos são executados automaticamente quando as condições predefinidas são atendidas, garantindo transparência, confiança e eficiência nas transações. A tecnologia de smart contract será usado, por exemplo, para transações do Real Digital, moeda digital do Banco Central do Brasil.

Tokenização de ativos

A tokenização de ativos é outra inovação do blockchain no setor financeiro. Por meio dessa tecnologia, é possível representar ativos físicos, como imóveis ou obras de arte, através de tokens digitais. 

Esses tokens podem ser facilmente transferidos e negociados em plataformas baseadas nessa tecnologia, permitindo a liquidez de ativos que antes eram mais difíceis de negociar. 

A tokenização também possibilita a divisão de um ativo em partes menores, facilitando o investimento e a diversificação de portfólio.

Liquidação entre empresas

O blockchain também está sendo aplicado na otimização do processo de liquidação entre empresas, graças aos  contratos inteligentes e registros imutáveis.

Isso torna possível reduzir significativamente o tempo necessário para a conclusão de transações financeiras entre empresas. 

Ainda, simplifica a reconciliação de dados, elimina a necessidade de intermediários e agiliza o fluxo de caixa entre as organizações.

Tendências do blockchain no mercado financeiro 

A regulamentação desempenha um papel fundamental no presente e no futuro do blockchain no mercado financeiro. 

Com a entrada em vigor da Lei 14.478/22 em dezembro de 2022, foram estabelecidas diretrizes para a regulamentação dos serviços de ativos virtuais, como as criptomoedas.

A definição de ativo virtual inclui a representação digital de valor que pode ser negociada, transferida eletronicamente e utilizada para pagamentos ou investimentos. 

Nesse contexto, é o órgão regulador responsável, o Banco Central, que tem a responsabilidade de estabelecer as condições e prazos mínimos de adequação às novas regras por parte das prestadoras de serviços de ativos virtuais.

Essa regulamentação visa trazer maior clareza, segurança e proteção a este mercado. Afinal, as instituições só poderão atuar se estiverem dentro dessas normas e autorizadas.

Para além disso, um estudo da PwC, intitulado “Tempo de confiança: como o blockchain transformará os negócios e a economia” revela algumas pistas interessantes.

Segundo a pesquisa, até 2030, há cinco pontos centrais: pagamentos, procedência, identidade, contratos e engajamento do cliente.

Para Haydn Jones, especialista sênior nesse mercado, “o blockchain pode evitar que os programas de fidelidade caiam em desuso. Com os pagamentos digitais agora sendo a norma, a consolidação desses programas é inevitável, e o blockchain é a chave.”

É possível, por exemplo, resgatar os pontos em diversas plataformas com essa tecnologia. São esses programas que permitem fidelizar os clientes, o que é fundamental para retê-los. E a retenção significa um maior uso do produto, independente do formato. 

No final das contas, proteção no contexto virtual é tema central. Por isso, aproveite para entender sobre cibersegurança para instituições financeiras e conheça as soluções da RTM!

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