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Embedded finance: desafios, oportunidades e a transformação dos meios de pagamentos
PorRTM
Consumidor paga com o celular na máquina de pagamentos. Na imagem tem a frase 'Entenda o embedded finance e os desafios e oportunidades para meios de pagamentos'.

Se há algum tempo era possível apenas imaginar uma empresa do varejo, por exemplo, oferecendo serviços financeiros, atualmente, essa não é mais uma ideia e sim uma realidade. E há um nome por trás disso: embedded finance.

Com essa possibilidade aberta, a capacidade de distribuição de soluções financeiras para além do setor financeiro tem chamado atenção de muitos negócios. Mas e as empresas que atuam nele, como ficam?

Assim, surgem dúvidas como: o embedded finance é um risco para as empresas de meios de pagamentos? Ou pode trazer mais benefícios? Como o mercado mais tradicional deve se adaptar?

Todas essas perguntas são bastante válidas e o propósito deste texto é justamente respondê-las. Se você quer entender os desafios desse universo e como ele vai transformar o mercado, continue a leitura!

O que é embedded finance?

O embedded finance nada mais é do que o oferecimento de um serviço ou produto financeiro por um negócio que está fora desse setor. Ou seja, a empresa não atua nesse segmento, mas vê nele uma oportunidade de gerar valor para seus clientes.

Basicamente, essa integração conecta uma empresa não financeira ao mercado financeiro. Atualmente, essa prática pode ser adotada de lojas de roupas a empresas de telefonia. Mas não é só no mercado de vendas ao consumidor que o embedded finance pode ser aplicado. As empresas B2B, aquelas que vendem para outras empresas, também podem adotar o modelo. 

Tipos e categorias de embedded finance

Agora que você já sabe o que é o embedded finance, você pode estar se perguntando como ele acontece na prática. Uma boa forma de entender isso é conhecendo as categorias, ou seja, as formas de uso que essa integração permite. São elas:

  • Carteiras digitais;
  • Contas digitais;
  • Cartões de crédito;
  • Serviços de seguro;
  • Pagamentos via PIX;
  • Empréstimos;
  • Pagamento de contas;
  • Investimentos;
  • Serviços de recarga.

Os desafios no mercado tradicional

Essa mudança pode gerar impacto negativo para o mercado financeiro tradicional? Essa é uma pergunta recorrente quando falamos de embedded finance. 

Afinal, em vez de fazer com que o usuário precise entrar em um banco, a própria empresa pode oferecer um serviço que faz parte dessa instituição dentro do seu site ou aplicativo.

Isso, à primeira vista, parece uma grande ameaça aos bancos tradicionais, pois clientes e potenciais clientes passam a ter opções de soluções financeiras na própria empresa em que efetuam a compra.

O fato é que o embedded finance faz com que a linha entre o provedor de serviços financeiros “tradicional” e os novos provedores seja muito mais tênue do que antes.

Uso de embedded finance no mercado brasileiro

Embora seja considerado novidade, o embedd finance já está se mostrando parte do mercado brasileiro há um tempo. Existem alguns exemplos de grandes empresas do varejo que tem feito isso.

Por exemplo, o Mercado Livre criou meios de pagamentos internos. O Mercado Pago, produto financeiro criado pela empresa, permite que os clientes transfiram valores para a conta digital e possam pagar compras por lá.

Já outra empresa que também apostou em embedded finance foi o iFood. O negócio, do ramo de delivery, com o apoio da Zoop, criou o banco dos restaurantes. Nele, é possível que os donos de estabelecimentos comerciais parceiros tenham acesso a uma conta digital completa.

Usos como estes mostram como essa integração permite criar um ecossistema de soluções diferenciadas e, principalmente, fazer com que o cliente se aproxime da empresa.

Como o Embedded Finance vai transformar os meios de pagamentos?

É visível que o embedded finance será capaz de impactar o modo como fazemos pagamentos. Mas como?

A começar, pelo seu crescimento. De acordo com as previsões da Future Market Insights, espera-se que o mercado global de embedded financeiro tenha um crescimento anual de 16% na próxima década.

Em 2022, esteve avaliado em US$ 54,3 bilhões em 2022 e a expectativa é que alcance US$ 248,4 bilhões até 2032. Considerando essas projeções, estamos falando de impacto também a longo prazo.

Quando pensamos em meios de pagamentos, a principal transformação oferecida pelo embedded finance será o aumento da transparência e da acessibilidade a serviços financeiros. O mercado financeiro passa a ser mais simples e menos distante do cliente final.

No fim das contas, vemos um cenário de desafios e oportunidades para todas as partes. As instituições devem acompanhar essas mudanças e, claro, entender como atuar dentro disso.Para acompanhar as mudanças nos meios de pagamentos, você pode contar com a RTM. Conheça nossa solução para open finance e faça parte!

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