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Confira os principais destaques do Febraban Tech 2024
PorRTM
Imagem ilustrativa com o logo do Febraban Tech 2024.

Previsões de Amy Webb, IA nos bancos, cloud first, mudanças climáticas e evolução do Pix

A maior edição da história do Febraban Tech trouxe, além de muito networking, insights importantes para quem atua no setor financeiro. Em relação ao ano passado, o número de painéis e expositores foi ainda maior, e o público atingiu a marca recorde de cerca de 55 mil pessoas ao longo dos três dias de evento.

A RTM esteve presente novamente recebendo clientes, parceiros e visitantes em seu estande, mas também atenta às discussões nos quatro palcos, que contaram com a presença de grandes nomes da tecnologia e economia mundial.

Confira abaixo um resumo dos painéis e discussões mais relevantes.

Bancos já operam com IA. Regulamentação não pode inviabilizar a inovação

Painel de abertura com bancos no Febraban Tech 2024.
Imagem: Febraban Tech

O painel de abertura do Febraban Tech 2024 contou com participação de executivos de Febraban, Santander, Itaú, Bradesco e Caixa Econômica. O avanço da IA dentro dos bancos e suas melhores práticas foi a pauta principal da discussão, que ressaltou que as instituições não só estão preparadas, mas já operando a tecnologia para otimizar diversos processos.

“Não podemos demorar meses testando uma novidade. A gente testa em grupo pequeno, evoluiu e escala. E a IA acelera esse processo, permite ser preventivo e não reativo, tomar decisões baseadas em dados, antes de o problema acontecer”, explica Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú Unibanco.

Na ocasião, o presidente da Febraban, Isaac Sidney, ressaltou a importância de se estabelecer uma regulamentação ética e rigorosa para o uso de IA, desde que não inviabilize a inovação. Atualmente, tramita um projeto de lei no Congresso Nacional sobre a norma.

“É imperativo que utilizemos a IA de maneira ética”, afirmou. Ele destacou que é natural que a inovação tecnológica venha antes da regulação e é exatamente por isso que ela deve ser menos invasiva possível, para não impedir o acesso à tecnologia.

“A responsabilidade recai sobre os nossos ombros para assegurar que a IA seja desenvolvida e aplicada com rigor científico. A confiança dos nossos clientes e a integridade dos nossos processos dependem disso”, ressaltou.

Amy Webb: Brasil que ser país do futuro, mas ainda vive no passado

Futurista Amy Webb discursa no Febraban Tech 2024.
Imagem: Febraban Tech

Uma das palestras mais aguardadas da edição foi da futurista Amy Webb, CEO do Future Today Institute e professora da Universidade de Nova York, EUA. Segundo a executiva, o planeta está passando por um super ciclo tecnológico inédito que vai mudar totalmente a forma como vivemos.

“Estamos no começo de um longo ciclo de mudanças, com altos e baixos […]. Somos a GenT, a geração da transição para uma sociedade que será drasticamente diferente”, disse.

O Brasil tem potencial para ser um ator relevante desta transformação, mas para isso, de acordo com Webb, será preciso virar a chave.

“A primeira vez que o Brasil foi chamado do país do futuro era 1941. […] Mas vocês ainda estão vivendo no passado. As maiores companhias do Brasil ainda são empresas do século 20, mineração, petróleo, agricultura”, ressaltou. “O futuro pode ir para qualquer direção, depende das decisões que tomamos hoje. O primeiro passo é criar uma cultura da curiosidade. […] O sul global precisa ser parte dessa conversa, não somente como consumidor, mas produtor de tecnologia, e isso será melhor para todos.”

Nobel de Economia Esther Duflo alerta sobre impactos das mudanças climáticas em países mais pobres

Outro grande nome esperado pelo público era da vencedora do Prêmio Nobel de Economia, Esther Duflo. Com o painel “Transformando vidas: como pequenas ações reduzem a pobreza mundo afora”, a economista mostrou em dados como as mudanças climáticas, apesar de atingirem a todos, aumentam ainda mais a desigualdade social.

“Países como Brasil, Paquistão, Índia e os do continente africano são os principais que vão sofrer com a alta das temperaturas. Isso porque são destaques em agronegócio, e se tornando mais quente, passarão por impactos em suas colheitas”.

Ela ressaltou que os principais responsáveis por estas mudanças são os mais ricos e que o primeiro passo para encontrar soluções está em levantar fundos, mas com um fluxo de dinheiro criado a partir de alternativas que não prejudiquem ainda mais os pobres.

“A minha proposta é que esse dinheiro seja entregue diretamente aos mais pobres e afetados. As políticas de distribuição de renda mostram que os pobres usam a quantia de maneira sábia e isso mostra impacto nas pesquisas de diminuição da pobreza”, completou.

Cloud first é uma realidade entre bancos e habilita projetos de IA

Participantes do painel "Enfim, o banco movido  a nuvem?" no palco Febraban Tech 2024.
Imagem: Febraban Tech

A computação em nuvem também foi um assunto bastante abordado no evento. No painel “Enfim, o banco movido a nuvem?”, com executivos de Bradesco, Itaú, Google Cloud e Santander, ficou claro que a tecnologia vem sendo priorizada nos grandes bancos.

“O Itaú Unibanco, na verdade, nunca teve resistência para migrar para a nuvem, mas queria entender o problema para mudar. A gente queria melhorar a nossa velocidade e melhorar a experiência do usuário, o que nos levou a modernizar o ambiente e o que nos levou a ir para a nuvem”, comentou Fabio Napoli, diretor de TI do Itaú Unibanco.

Já Ricardo Contrucci, CTO do Santander, contou que o banco começou uma migração “lift and shift” há alguns anos para, a partir daí, se tornar nativo em nuvem. “Adotamos cloud first e tudo isso sempre olhando do ponto de vista do risco operacional e avaliando a criticidade das aplicações”.

Um ponto importante da discussão foi a capacidade da nuvem em ser uma habilitadora de projetos de IA tradicional e generativa. Foi por meio da cloud que o Bradesco iniciou seu projeto de inteligência artificia para a BIA. “O Bradesco criou, com a experiência de quase dez anos de IA, um histórico em português e foi evoluindo a arquitetura de IA. Nosso motor consegue escolher com base no desempenho”, explicou a diretora-executiva de tecnologia do Bradesco, Cíntia Scovine Barcelos.

Pix eleva experiência do usuário e abre caminhos para evoluir ainda mais

O Pix tornou consumidores mais exigentes? Segundo a sócia e CIO de produtos do Santander Brasil, Flavia Davoli, sim. Em painel sobre a evolução dos pagamentos instantâneos com o Banco Central, Bradesco, B3 e Oliver Wyman, a executiva destacou que a boa experiência com o Pix levou os usuários a não tolerarem falhas, citando os principais pontos para isso: “o nível de experiência do usuário, a intolerância ao erro, a espera por instantaneidade do pagamento e o desconto ao pagar com Pix”.

Mas o Pix inspira mais do que mudanças comportamentais na sociedade. Parte da agenda de inovação que está transformando o sistema financeiro, junto com Open Finance e Drex, os pagamentos instantâneos já estão sendo preparados para se desenvolverem ainda mais. “Existe um caminho a ser trilhado por todos nós, com o Pix com vocação de abrir espaço para outras evoluções”, disse Carlos Eduardo Brandt, chefe da gerência de gestão e operação do Pix do Banco Central. 

Uma possibilidade estudada é o pagamento com Pix sem precisar estar conectado à internet. Para Davoli, esta seria uma importante adaptação já que fora dos grandes centros urbanos nem sempre é possível estar online o tempo todo.

Fontes: Febraban Tech, Convergência Digital, B3, Security Leaders, Época Negócios.

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