Por que devemos falar de duplicatas escriturais? Chander Masson, gerente de Produtos da Núclea, abordou o tema no terceiro dia do Febraban Tech 2026 no estande da RTM. Ele reforçou que o mercado vem migrando de controles descentralizados para uma infraestrutura digital confiável, com rastreabilidade e interoperabilidade, buscando resolver antigos problemas, como fraudes, elevados custos operacionais e assimetria de informação.
Ao longo da apresentação, Chander explicou o que é uma duplicata – um título de crédito protestável para comprovar um contrato (venda ou prestação de serviço) – e uma duplicata escritural – versão totalmente digital da duplicata, registrada em sistemas autorizados, sem necessidade de emissão física. Além disso, mostrou como funciona a estrutura do novo ecossistema, com escrituração e registro.
“O mercado, hoje, especialmente os bancos, tem operações feitas em cima de boletos. E a partir da duplicata escritural, haverá uma migração para fazer operações em cima do ativo. Então, você desassocia o meio de pagamento da duplicata, que fará seu papel como garantia de crédito”, afirmou Chander.
O gerente da Núclea listou alguns dos principais benefícios da digitalização da duplicata, como ampliação da visibilidade dos recebíveis, favorecimento de juros menores e maior acesso das PMEs ao crédito.
Mas ainda há grandes desafios até o fim da implantação total, previsto para 2028, como as mudanças operacionais que sacadores, sacados e financiadores precisam fazer. Serão adaptações em integração e escala, lastro, processos e tombamento do legado.
Por fim, a duplicata escritural, segundo a Núclea, aumentará a confiança e a transparência no crédito.
“Não é apenas a digitalização de um título. É a construção de uma nova infraestrutura para financiar a economia brasileira”, declarou Chander.
Assista à palestra completa no nosso canal do YouTube.


