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Identidade empresarial confiável no Open Finance: Conectando o Brasil aos mercados globais com o LEI
PorRTM

No primeiro dia de Febraban Tech, Nuria Vegas, head de Desenvolvimento de Negócios da GLEIF, uma infraestrutura que permite a identificação global de empresas, se juntou ao Genaro Lins, diretor de Monitoramento da Open Finance Brasil, no estande da RTM para explicar como um dos próximos passos do Open Finance pode estar no uso do código LEI e vLEI em interações com outras jurisdições.  

Nuria abriu a palestra apresentando o que é o LEI: um identificador único no mundo, baseado na norma ISSO 17422, que funciona como um “passaporte” para empresas. O sistema global é apoiado pela GLEIF, que também credencia organizações chamadas de LOUs para emitir os códigos LEI.  

A executiva da GLEIF listou ainda alguns benefícios em ter o identificador, como maior facilidade em verificações transfronteiriças, conformidade regulatória e garantia de identificação confiável.  

Em seguida, Genaro explicou o ecossistema de Open Finance no Brasil e como sua estrutura de governança é fruto de uma construção coletiva, que inclui o regulador, a associação da OFB e os próprios participantes.  

Hoje, segundo ele, o Open Finance brasileiro é o maior e mais bem sucedido ecossistema aberto do mundo. Mas há desafios, como a baixa adesão de pessoas jurídicas (PJ) ao sistema. Atualmente, são menos de dois milhões de consentimentos e o LEI e o vLEI podem funcionar justamente como uma importante alavanca nesse ponto.  

“Não é uma questão de usar CNPJ ou LEI. Os bancos locais são importantes para validar os dados, mas é preciso de uma camada de interoperabilidade em um contexto de transações internacionais. O LEI pode ajudar o ecossistema de Open Finance brasileiro em áreas como KYC (Know Your Client) e no onboarding. A camada de interoperalidade facilita a leitura máquina a máquina e elimina trabalhos manuais”, afirma Nuria. 

“Hoje, cada instituição financeira tem sua forma de cadastrar os poderes. Com o LEI e vLEI conseguiríamos uma padronização, permitindo um amplo uso e conexão entre as instituições”, destaca Genaro. 

Assista à palestra completa no YouTube.  

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