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FinOps no mercado financeiro: como controlar custos de cloud sem comprometer a performance
PorRTM

A adoção da computação em nuvem oferece às instituições financeiras mais flexibilidade para dimensionar recursos de TI, desenvolver serviços digitais e responder às mudanças de demanda. Mas como saber se os investimentos em infraestrutura estão gerando o retorno esperado? 

O desafio de controlar os gastos com infraestrutura tecnológica é compartilhado por empresas de diferentes setores. No State of the Cloud Report 2026, da Flexera, 85% dos entrevistados apontaram a gestão dos custos de cloud como um dos principais desafios das organizações. O levantamento também estimou que 29% dos gastos com infraestrutura e plataforma de cloud pública (IaaS e PaaS) eram desperdiçados. 

É nesse contexto que o FinOps no mercado financeiro ganha relevância. Mais do que acompanhar faturas de cloud, essa abordagem permite relacionar o consumo de recursos tecnológicos aos objetivos do negócio, identificar oportunidades de otimização e tomar decisões com base em dados. 

Para bancos, corretoras, fintechs, cooperativas de crédito e gestoras de recursos, o desafio é encontrar o equilíbrio entre custos, desempenho, disponibilidade e capacidade de crescimento. 

Neste artigo, você vai entender como funciona a gestão de custos de cloud, quais indicadores acompanhar e como aplicar práticas de FinOps para melhorar a eficiência da infraestrutura de TI sem comprometer a operação. 

O que é FinOps e por que ele importa para o mercado financeiro? 

FinOps é uma prática de gestão financeira e operacional da tecnologia que promove a colaboração entre as áreas de tecnologia, finanças e negócios para maximizar o valor dos investimentos em infraestrutura e serviços digitais. 

O conceito combina visibilidade de custos, análise de consumo, planejamento financeiro e decisões técnicas. Em vez de tratar os gastos com tecnologia apenas como despesas a reduzir, o FinOps busca entender o que esses recursos entregam e como podem ser utilizados de maneira mais eficiente. 

De acordo com a FinOps Foundation, a prática se apoia na colaboração entre diferentes equipes, no uso de dados para orientar decisões e na responsabilidade compartilhada pelo consumo tecnológico. 

No mercado financeiro, essa visão é especialmente útil porque diferentes sistemas e serviços podem apresentar perfis de utilização distintos. Uma aplicação pode demandar mais capacidade em determinados períodos, enquanto outra precisa manter recursos disponíveis continuamente. 

Sem uma visão integrada de custos e utilização, fica mais difícil identificar desperdícios, planejar a expansão da infraestrutura e avaliar se o investimento acompanha o crescimento da operação. 

O objetivo do FinOps não é simplesmente gastar menos com cloud, mas obter mais valor de cada recurso tecnológico utilizado. 

Como controlar os custos de cloud em instituições financeiras? 

A gestão eficiente dos custos de cloud começa pela compreensão de onde os recursos são consumidos, quais serviços são necessários e como esse consumo se relaciona às atividades da instituição. 

Algumas práticas ajudam a transformar essa análise em decisões concretas. 

1. Monitore o consumo de recursos de infraestrutura 

O primeiro passo é identificar quanto cada ambiente, aplicação ou serviço consome de computação, memória, armazenamento e rede. 

Essa visibilidade permite encontrar recursos subutilizados, ambientes mantidos sem necessidade e capacidades contratadas acima da demanda real. 

Também ajuda a investigar aumentos de custos, distinguindo o crescimento natural da operação de possíveis ineficiências. 

Para que a análise seja útil, é importante acompanhar a evolução do consumo ao longo do tempo, considerando sazonalidade, expansão da base de clientes e mudanças no volume de processamento. 

2. Dimensione os recursos conforme a necessidade da operação 

O dimensionamento de infraestrutura, também conhecido como rightsizing, consiste em ajustar os recursos computacionais às necessidades efetivas das aplicações. 

Um ambiente superdimensionado pode gerar despesas desnecessárias. Por outro lado, reduzir recursos sem considerar a demanda e os requisitos de desempenho pode provocar lentidão, indisponibilidade ou dificuldades para processar transações. 

Por isso, o dimensionamento deve considerar métricas como utilização de CPU e memória, capacidade de armazenamento, volume de acessos e comportamento das aplicações em períodos de pico. 

Em ambientes compatíveis com esse modelo, a elasticidade permite ampliar ou reduzir recursos conforme a necessidade. A adoção de ajustes automáticos, quando tecnicamente adequada, também pode ajudar a alinhar capacidade e demanda. 

O importante é que a otimização de custos seja acompanhada por critérios de desempenho e disponibilidade. 

3. Relacione os gastos com tecnologia aos resultados do negócio 

O valor total de uma fatura de cloud não é suficiente para determinar se a infraestrutura está sendo utilizada de forma eficiente. 

Imagine uma instituição financeira que aumentou seus gastos com computação em nuvem porque expandiu o volume de transações processadas. Esse aumento, isoladamente, não significa que houve perda de eficiência. 

Para compreender o cenário, é necessário relacionar o consumo de recursos a indicadores operacionais e de negócio. 

Dependendo da aplicação, alguns exemplos são: 

  • Custo de infraestrutura por transação processada. 
  • Custo tecnológico por cliente atendido. 
  • Custo por operação ou solicitação processada. 
  • Consumo de recursos por aplicação ou produto digital. 
  • Evolução do custo de infraestrutura em relação ao crescimento da demanda. 

Essa análise, conhecida como unit economics aplicada à cloud, ajuda a compreender quanto custa entregar determinada unidade de serviço. 

Se o volume de operações cresce enquanto o custo por transação diminui, por exemplo, pode haver um ganho de eficiência, mesmo que a despesa total aumente. 

A escolha dos indicadores deve considerar o funcionamento de cada serviço, a disponibilidade dos dados e as decisões que a instituição pretende orientar. Nem toda aplicação precisa ser avaliada pela mesma métrica. 

4. Melhore a previsibilidade dos investimentos em tecnologia 

A variabilidade do consumo de cloud exige acompanhamento contínuo e planejamento financeiro. 

Para reduzir surpresas, as instituições podem estabelecer orçamentos por aplicação, projeto ou área de negócio, acompanhar desvios em relação ao consumo previsto e criar alertas para variações relevantes. 

A análise histórica também ajuda a identificar tendências, estimar a capacidade necessária para novos projetos e avaliar o impacto financeiro de mudanças na arquitetura. 

Essas informações aproximam as equipes de tecnologia e finanças. Com uma visão mais clara dos custos e das necessidades operacionais, fica mais fácil priorizar investimentos, planejar expansões e avaliar alternativas de infraestrutura. 

5. Avalie o custo total, e não apenas o preço dos recursos 

A comparação entre soluções de infraestrutura não deve considerar somente o valor mensal contratado. 

O custo total de uma operação tecnológica também pode envolver licenciamento, armazenamento, tráfego de dados, ferramentas de monitoramento, suporte, administração e esforços de manutenção. 

Além disso, é necessário considerar os requisitos de segurança, disponibilidade e continuidade da operação. 

Uma alternativa aparentemente mais barata pode exigir investimentos adicionais ou não atender às necessidades técnicas da instituição. Da mesma forma, uma infraestrutura com maior capacidade ou serviços especializados pode representar melhor valor dependendo da carga de trabalho e dos requisitos envolvidos. 

Por isso, as decisões de contratação e arquitetura devem considerar o custo total de propriedade (TCO), os níveis de serviço necessários e o valor que a infraestrutura entrega ao negócio. 

Quais indicadores acompanhar na gestão de custos de cloud? 

A escolha dos indicadores depende do perfil das aplicações, do modelo de contratação e dos objetivos da instituição. Entretanto, algumas métricas ajudam a estruturar o acompanhamento.

IndicadorO que permite avaliar
Custo de cloud por aplicaçãoQuanto cada aplicação representa nos gastos de infraestrutura. 
Utilização de CPU e memória Se a capacidade computacional está adequada à demanda. 
Custo por transação Como o custo tecnológico evolui em relação ao volume de operações.
Variação entre custo previsto e realizado Se o consumo está dentro do planejamento financeiro.
Custo de armazenamento por volume de dados Como os gastos com armazenamento evoluem conforme a necessidade de retenção. 
Disponibilidade e desempenho Se a otimização financeira mantém os níveis operacionais necessários. 

Essas métricas devem ser analisadas em conjunto. Um índice de utilização baixo, por exemplo, não indica necessariamente desperdício: determinados sistemas precisam manter capacidade disponível para absorver picos de demanda ou atender requisitos específicos de continuidade. 

O mesmo vale para o custo por transação. A métrica pode ajudar a identificar tendências, mas precisa considerar mudanças no perfil das operações, nos requisitos de segurança e na arquitetura utilizada. 

O objetivo é transformar os indicadores em informações úteis para decidir quando redimensionar recursos, revisar configurações, ampliar capacidade ou manter a infraestrutura atual.

Como a infraestrutura de cloud contribui para uma estratégia de FinOps? 

A gestão financeira da nuvem depende de processos, dados e decisões de diferentes áreas. Entretanto, as características da infraestrutura também influenciam a capacidade de acompanhar e otimizar o consumo. 

Ambientes que oferecem visibilidade sobre a utilização de recursos, flexibilidade de dimensionamento e informações claras sobre a cobrança podem facilitar o acompanhamento dos gastos e o planejamento da operação. 

Para instituições financeiras, essa avaliação deve considerar também as necessidades específicas do setor, como desempenho, segurança, conectividade e disponibilidade dos sistemas. 

A infraestrutura precisa estar alinhada ao perfil das aplicações e aos requisitos operacionais de cada instituição. Nem toda carga de trabalho demanda a mesma arquitetura, e a melhor decisão pode envolver diferentes ambientes e modelos de contratação. 

Nesse contexto, o FinOps contribui para aproximar as decisões de infraestrutura dos objetivos financeiros e operacionais, permitindo que a instituição avalie não apenas quanto gasta, mas também o que recebe em troca desse investimento. 

Cloud para o mercado financeiro: eficiência com controle operacional 

A otimização de custos de cloud exige uma combinação de acompanhamento contínuo, dimensionamento adequado e decisões baseadas em dados. Para instituições financeiras, essa gestão precisa caminhar junto com os requisitos de segurança, desempenho e disponibilidade que sustentam suas operações. 

A RTM oferece o RTM Cloud Services, uma solução de cloud voltada às necessidades do mercado financeiro, com recursos computacionais dimensionáveis e cobrança baseada no consumo contratado e medido conforme as condições de cada serviço. 

A possibilidade de redimensionar servidores virtuais permite ajustar a infraestrutura às necessidades da operação, apoiando o uso eficiente dos recursos tecnológicos. 

Conheça o RTM Cloud Services e avalie como uma infraestrutura especializada pode apoiar as necessidades tecnológicas da sua instituição. 

Perguntas frequentes sobre FinOps no mercado financeiro 

O que é FinOps na prática? 

FinOps é uma prática que integra tecnologia, finanças e negócios para acompanhar o consumo de recursos tecnológicos, otimizar custos e orientar investimentos com base no valor gerado. Na cloud, envolve analisar gastos, dimensionar recursos e relacionar custos a indicadores operacionais e de negócio. 

Como reduzir custos de cloud sem comprometer o desempenho? 

O caminho começa pela análise do consumo de recursos, identificação de desperdícios e dimensionamento adequado de capacidade. As mudanças devem ser acompanhadas por indicadores de desempenho, disponibilidade e demanda para evitar que a economia gere impactos negativos na operação. 

Quais métricas ajudam a controlar os custos de cloud? 

Entre as principais estão custo por aplicação, utilização de CPU e memória, custo por transação, variação entre orçamento e gasto realizado e custo de armazenamento. A escolha depende dos objetivos e das características de cada ambiente. 

FinOps é indicado para bancos, fintechs e cooperativas de crédito? 

Sim. A abordagem pode apoiar instituições de diferentes portes e modelos de negócio que utilizam cloud ou outros serviços tecnológicos com custos variáveis. A aplicação deve ser adaptada à complexidade da infraestrutura, ao perfil de consumo e às prioridades operacionais de cada organização. 

Qual é a relação entre FinOps e a escolha de um provedor de cloud? 

O provedor influencia características como modelo de cobrança, visibilidade de consumo, recursos disponíveis, suporte e possibilidades de dimensionamento. A avaliação deve considerar o custo total, os requisitos técnicos e o valor entregue à operação, e não apenas o preço isolado de cada recurso. 

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