O mercado financeiro global avança com rapidez rumo à tokenização, transformando ativos do mundo real em registros digitais em blockchain. E o setor brasileiro está cada vez mais atento e atuante nessa frente, com startups, laboratórios de inovação e iniciativas oficiais para construção de redes de tokens.
Para debater esse cenário, Marlos Abbati, líder de Novos Negócios na RTM, convidou Rodrigoh Henriques, diretor de Inovação e Estratégia da Fenasbac, a participar de uma palestra no estande da RTM no segundo dia do Febraban Tech 2026. Marlos iniciou a apresentação mostrando diversos projetos de tokenização pelo mundo e trazendo uma reflexão: como o Brasil vem assumindo esse movimento?
O líder pontuou que o Brasil foi um dos primeiros países no mundo a assumir a Regulated Liability Network (RLN), uma infraestrutura financeira de DLT para viabilizar a liquidação integrada de ativos tokenizados, depósitos e CBDCs, discutindo com profundidade o uso da tecnologia.
“Discutimos não para quebrar o modelo bancário ou para quebrar o sistema vigente, e, sim, para potencializá-lo e gerar a maior eficiência e transparência possível”, disse Marlos.
Em seguida, Rodrigoh falou sobre o trabalho da Fenasbac com os laboratórios de inovação financeira e tecnológica (Lift), no qual o regulador (Banco Central do Brasil) entende a importância de acompanhar os novos modelos de negócios e serviços que vêm surgindo no mercado, pensando no benefício para a sociedade, para indivíduos e para o coletivo.
“Precisamos entender que sistemas complexos alteram o comportamento quando em escala. Um pessoa treinando bitcoin é uma coisa. Mil pessoas fazendo isso, é outra. Um milhão utilizando o bitcoin como uma nova classe de ativo financeiro muda o jogo por completo e tem consequências maiores”, exemplificou Rodrigoh.
O diretor reforçou ainda que a Fenasbac atua há mais de uma década com inovação no mercado financeiro, buscando unir inovação, regulação e novas oportunidades de negócios.
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